quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Medo



Texto escrito por Viviane C., congratulações a ela. Um belo texto!




Caminho sorrindo...

Mas uma parte de mim chora. Grita!

Imploro socorro...

Angústia, dor, sofrimento...

O porque eu não sei.

Para todos eu nunca estive tão ótima,

mas me sinto perdida.

Não consigo mais ver

o que as pessoas sentem

e nisso o desespero.

A cada dia, uma nova decepção.

Então assim

Começo a descobrir que nem tudo

era tão perfeito como imaginava.

Mentiras. Desafeto.

Não enxergam o que preciso.

Não querem enxergar.

E mesmo assim,

não deixo de dizer "bom dia",

não durmo sem dizer "boa noite".

Então continuo sonhando,

até amanhecer,

mas sei que nada sou.

Apenas uma pessoa que passa.


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Coisas que mudaram a minha vida...


Poucas coisas mudaram realmente a minha vida. Que eu me lembre foram pouquíssimas coisas.

Quando eu tinha meus onze anos de idade aconteceu algo tão simples, porém tão dinâmico e inovador em minha vida que tudo se modificou radicalmente devido aquele único instante.

Era um começo de ano na escola, encontrei meu melhor amigo, sentávamos em lados opostos na sala. Antes que a aula começasse, ele me chamou e devagarinho retirou da mochila um livro. Um livro que mudaria a minha vida radicalmente. Que abriria as portas da minha mente.

De dentro da mochila saiu um livro, na capa, um garoto sobre uma vassoura. "A Pedra Filosofal".

Emprestei o livro do meu amigo e o devorei. Logo após fui acompanhando e comprando toda a série. Para muitos, uma estória infantil, mas eu sei o quanto representa para mim. Eu não leria grandes autores hoje se não fosse a sede da leitura que Harry Potter despertou em mim.

Outra coisa que recordo que mudou a minha vida.

Num dia qualquer, sem nada a fazer, digito no youtube "trailer", surgi então uma lista de vídeos com vários filmes. Dentre eles surgiu um filme que trouxe talvez a minha vontade de voar e me aventurar pelo mundo. Era uma história real sobre um homem, Alex Supertramp (acho que ele gostaria de ser chamado assim), concidentemente o meu primeiro nome. Alex, deriva de Alexander, protetor da raça humana. Foi a história de Alex Supertramp, o Cristopher Maccandless que me fez ver um outro mundo. "Na Natureza Selvagem" me fez ver um mundo de sonhos que eu tenho que viver. Uma sede de aventura. Uma vontade imensa de alcançar meus próprios sonhos, conhecer culturas e lugares. Saber respeitar as diferenças e admirá-las de alguma forma. Aprendi a ser uma pessoa melhor e sei que agora o que erradia em mim é o melhor que eu posso oferecer à todos!

Houveram sim outras coisas que mudaram a minha vida, pessoas e ocasiões, mas aí, bom... é um segredo que levo comigo.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Aprendendo...


Será que eu posso tocar o silêncio?
Será que eu posso alcançar o vazio?
Talvez até, eu possa encontrar enfim a minha paz interior e possa descansar da forma que sempre quis.
Escrevo isso assim como se toca um piano.
Eu prometo defendê-los, os que me amam. Eu prometo defender todos aqueles que têm por mim um sentimento de apreço. Defendê-los feito um leão de juba esvoaçante, pelagem dourada e olhos de fúria.
Eu vos prometo.
Serei um titânico ao gritar do alto da montanha com uma fúria amedrontadora. Vibrem os grilhões que me prendem a terra, pois o chão irá tremer. Prendam as estacas mais ao fundo porque agora com mais relutância eu vou querer sair.
Eu não sei o que é amar, mas sei o que é querer o bastante para tomá-los para mim. Desculpem-me se não alimento o amor ou se apenas não sei amar. É simplesmente porque não sei como fazê-lo realmente. Sei do que sei, sei do que sinto. Algo puro como água.
Sinta-se afortunado por me ter ao seu lado, pois sempre irei querê-lo ao meu. Vou sorrir cada vez que o vir chegar e sentirei uma explosão gostosa de felicidade quando pensar em você.
Eu erro sim, o ser humano é falho. Não existe uma real justificativa para errar. Erramos porque erramos e pronto. Mas a diferença não está no que você fez e sim em como você será depois. Isso é que realmente importa.

“Tamanhas atribulações que às vezes viro lobisomem e estraçalhado de desejos divago como os cães danados.”- Manuel Bandeira

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Há vampiros e vampiros


Existe a escória que rasteja nos becos escuros, sedentos de sangue. Parecem zumbis sanguinários com seus olhos vivos sobre a carne morta. A boca aberta num escárnio, os dentes imundos de sangue viscoso. Percorrem os telhados do subúrbio como raposas imundas, vão eles com largas passadas silenciosas. Refugiam-se nos velhos galpões e quando alguém passa, seja velho ou novo, tratam logo de atacar com sua fome voraz. A vítima expele sangue e grita, quando vê, há vários a sua volta lhe puxando a carne e bebendo-lhe o sangue.

A escória está onde deve estar. Cirque et pain.

O que dizer dos fidalgos vampirescos?

Vampiros luxuosos que residem as mansões nas colinas. Sua pele é dura como mármore e alva como tal, seus olhos de gelo se perdem na sua face fria, a boca se abre num sorriso presunçoso revelando suas presas de lobo. Trajam caros gibões e batas de fino linho.

Vivem juntos, celebrando a noite. Luxo, luxúria e lira.

Não caçam, iludem.

Atraem suas vítimas para sua toca, quando matam, fazem-no de modo ágil, limpo e fatal.

A adrenalina azeda o néctar do sangue.

Uma vítima por vampiro. Os rituais de degustação sanguínea... perdoem-me, mas eu os oculto.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Ao homem que dorme na rua.


Toma esta moeda, meu homem

você que dorme ao relento

no frio e no vento

dor maior eu não tento.



Toma esta moeda, mendigo

o meu pesar vai consigo

na rua onde mora o perigo.



Dou-lhe uma moeda

não lhe dou comida

para não aumentar mais um dia

viver nessa tua agonia.



Beba tua cachaça

aplacar a dor ela faça

e esquecer essa tua desgraça.


terça-feira, 6 de julho de 2010

Pare o mundo, eu quero descer!


Se agora me dessem apenas um desejo, eu diria: pare o tempo.

As folhas que estavam caindo, parem em pleno ar.

Quero que o vento pare de soprar, o barulho pare de soar e os olhos parem de olhar. Eu quero o mundo só para mim, pelo menos por um momento eu quero ir e vir. Pensar.

As palavras que você estava para dizer, vão sair de sua boca e se perder no silencioso infinito. Todos serão como estátuas numa maquete em tamanho real, feito um filme de ficção científica.

Quero o tempo parado somente para mim. Apenas eu me movendo no vazio da estagnação. Seja quanto tempo for, quero tempo para sair caminhando sem rumo e sem dar satisfação a ninguém. Quero tempo para me sentar numa rocha qualquer e pensar nos porquês e nas razões da vida. Por um dado momento quero ser apenas eu, sozinho de tudo e de todos. Sem sentir o vento, nem o som, nem frio, nem calor. Ficar ali e somente ouvir o barulho ensurdecedor do silêncio.

Porém, o tempo não para. Faça o que tiver que fazer agora, sem medo do que vai acontecer. Diga o que tem que dizer sem medo. Talvez o tempo até pare pra você, mas talvez não seja de uma forma muito bonita. Talvez seja amanhã, depois ou outro dia. Você fica parado diante da vida, mas a vida não fica parada diante de você.


segunda-feira, 5 de julho de 2010

Uma nova era...


Hoje eu descobri que meu coração ainda bate. Há muito tempo eu colocava minha mão sobre o peito e sentia um vazio silencioso e parado.

O senti novamente bombeando velozmente aqui dentro. Aprendi que o que o faz acelerar é uma prazerosa adrenalina que corre em minhas veias. Um sensação viciante e deliciosa.

Loucura minha dizer que meu coração parou de bater, se outrora batia descompassado como o de um cavalo corredor. Mas essa é minha verdade, eu me sentia um vampiro cada vez que colocava as mãos sobre o peito e apenas sentia a pele inalterada, sem movimento.

Não sei como nem porque aconteceu, mas me viciei na sensação de ter a adrenalina correndo minhas veias como fogo de rastro. Meu coração bombeou novamente como os pistões de um carro de corrida e eu senti uma prazerosa sensação de ser o melhor e mais potente do momento.

Me disseram uma vez que meu coração batia por dois, no momento eu senti isso, mas foi no momento. Com o tempo ele se cansou de bater, ficou fraco e frio. Acho até que endureceu lá dentro numa pedra de gelo, como se dissesse "Eu tenho que descansar!".

Queira Deus que eu esteja certo, mas acho que esse gelo derreteu e ele voltou a ativa. Pronto para aventuras mais radicais, esperando que eu me lance ao mundo sem medo e pronto para enfrentar o que está por vir.

Avante!

Eu sou o Luigi, não um novo, não o velho, um diferente. Pronto a mostrar ao mundo o que eu tenho de melhor sem querer de volta do mundo o melhor que ele tem a me dar. Eu quero, eu vou buscar e pouco me importa se isso te incomoda. Se quer vir comigo, eu lhe estendo a mão, se não quer, eu lhe dou um adeus.